Gargalha, ri, num riso de tormenta,
Como um palhaço, que desengonçado,
Nervoso, ri, num riso absurdo, inflado
De uma ironia e de uma dor violenta.
Da gargalhada atroz, sanguinolenta,
Agita os guizos, e convulsionado
Salta, gavroche, salta clown, varado
Pelo estertor dessa agonia lenta ...
Pedem-te bis e um bis não se despreza!
Vamos! retesa os músculos, retesa
Nessas macabras piruetas d'aço. . .
E embora caias sobre o chão, fremente,
Afogado em teu sangue estuoso e quente,
Ri! Coração, tristíssimo palhaço.
"Acrobata da Dor" - Cruz e Souza
domingo, 10 de agosto de 2014
sábado, 9 de agosto de 2014
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
E um caminhão de sorvetes perde-se e capota, matando imediatamente duas pessoas. Que sorte! Sorvete pra todo mundo! Dançando em cima da tragédia, "a população" em bando, como urubus ávidos sobre a carniça do que se foi, avança sobre o despojo, saqueia, corta o caminhão a machadadas, cospe na cara da família que sangra. Se fosse um preto roubando um pote de sorvete... Mas muitas pessoas juntas não é crime, não é errado, não há punição...
Porém, o mais legal de tudo mesmo é a comoção nacional que causaram as camisetas da Adidas. Ah! Alemães miseráveis! São todos uns nazistas! Onde já se viu... Até a nossa "presidenta" entrou na briga, repudiando essa difamação. Afinal, no nosso país não existe carnaval - e como não existe talvez você não saiba: carnaval é aquela festa onde todo mundo bebe e faz sexo com todo mundo, aquela festa onde as mulheres dançam nuas, "protegidas" por minúsculos tapa-sexos, e não é atentado violento ao pudor nem nada; é tudo lindo, vendido e noticiado, e os governos gastam milhões em marketing para atrair turistas estrangeiros (inclusive aquele alemães xenófobos e aqueles americanos superiores) para apreciar o principal produto do país: a bunda - no Brasil também não há funk, com mulheres de fio dental empinando e rebolando suas nádegas "até o chão" ou esfregando-as nas caras de quem quiser subir ao palco, com letras que tratam as mulheres não como um simples objeto; não, tratam como papel higiênico usado, como um trapo imundo. No Brasil não há prostituição infantil, nem garotas sendo vendidas pelos pais por um prato de comida; no Brasil não há corrupção, não há favelas, não há drogas. Nem futebol. Então, de onde é que os alemães tiraram essa ideia? A imagem de nosso país lá fora não é essa. Pergunte a qualquer estrangeiro. Ele lhe dirá que o Brasil é um país de povo culto, sem analfabetismo, sem fome, sem miséria, com um excelente sistema de saúde, com trabalho digno para todos. Que o Brasil é um país sério, que aqui não existe "jeitinho" e que todas as mulheres se respeitam, e não exibem seus corpos seminus, esculpidos na academia ou na clínica plástica, pelas ruas. No Brasil ninguém dança funk. Afinal, o que é que esses alemães (ou americanos, tanto faz, estrangeiro é tudo igual, é tudo gringo) têm na cabeça?
Resta um consolo. Quando eles chegarem aqui, para a copa, verão que é tudo diferente. Quem sabe a imagem de nosso país muda, não é?
E viva o país da copa!
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
por J.M. della Rosa
![]() |
"Através dos versos faço uma viagem além da minha
imaginação. Devaneios perfeitos. Gosto desta fuga do real para o surreal." |
T&QP – Quem é Ana Angélica Bruni?
Ana Angélica Bruni – Tenho 34 anos e moro na cidade de Pará de Minas no estado de Minas Gerais. A vida me impulsiona a subir degraus. Resgato na suavidade de viver a aliança de poder fazer o que gosto e buscar sempre um novo aprendizado diante as incertezas. Sou mãe de um lindo garoto com olhos de jabuticaba de nome Jhonatan Bruni Marçal, com idade de oito anos. Filho amado. E é diante destes olhos negros que eu encontro alento para ser sempre esperançosa diante de qualquer obstáculo.
T&QP – Qual é a sua profissão?
Ana Angélica Bruni – Sou professora de Língua
Portuguesa, formada pela Fapam – Faculdade de Pará de Minas. Fiz licenciatura
por acreditar que o futuro está nas mãos de quem passa conhecimento. Leciono
desde o ano de 2010 e minha primeira experiência profissional foi em uma escola
estadual. Lecionei inglês na Escola Estadual Fernando Otávio em 2010. Foi meu
primeiro contato com o educando. Fazer
letras foi uma realização profissional em que as lembranças do tempo da
faculdade ainda retornam e me fazem me sentir aluna ainda. E entendendo que
sempre serei aluna; compreendo que sempre estarei a aprender para ensinar.
T&QP – Você gosta do que faz?
Ana Angélica Bruni – Há três anos leciono. E
posso dizer que meu paladar está bem mais apurado que no primeiro dia em que
lecionei. Sim. Amo o que faço. É essencial que façamos o trabalho com amor. Somente
assim poderemos atingir resultados positivos na educação.
T&QP – Por que você escolheu Pará de Minas
para viver?
Ana Angélica Bruni – Pará de Minas é conhecida
como capital do frango e do suíno porque apresenta grande produção desses
animais. Desde pequena vivo nesta cidade. Aqui conheci minhas avós e avôs,
cresci junto aos meus sete irmãos. Da infância pobre a vida adulta cheia de
conquistas. Estar viva por si já é uma conquista prazerosa degustada todos os
dias. Em Pará de Minas estudei desde as séries iniciais até a faculdade.
T&QP – Ana Angélica acredita em Deus?
Ana Angélica Bruni – Acredito fielmente em
Deus. Acredito na grandiosidade da nossa existência. E sendo humana e
possuidora de tantas fraquezas, acredito em um Deus que nos faz sábios e capazes
de distinguir ações ruins de boas.
T&QP – Você tem religião?
Ana Angélica Bruni – Eu sou católica. Vejo a
religião como essência do ser humano. Buscamos sempre entender a nossa
existência e essa capacidade única de dominar o raciocínio.
T&QP – Falando de sua carreira, quando
você começou e o que te levou a escrever?
Ana Angélica Bruni – Quando terminei a
faculdade comecei a escrever pequenos poemas. Pequenas narrativas. Gosto muito
da forma lírica de escrever. Mas foi conhecendo escritores contemporâneos que
comecei a escrever com mais freqüência.
Este espelho literário nos faz querer ver o reflexo da nossa poesia no
outro. “E foi assim que em 2013 surgiu minha primeira obra” Palavras e
Lágrimas.
T&QP – Quem é que te inspira?
Ana Angélica Bruni – Tudo ao meu redor me inspira.
Desde o grotesco barulho dos carros, ao doce voo de um passarinho. Fazer poesia
me fez ver o lado rebuscado da vida, mas também me fez ver e entender o mais
singelo .
T&QP – Além de poesia, o que mais você
escreve?
Ana Angélica Bruni – Escrevo pequenos contos.
Ainda não arrisquei a divulgá-los. Mas este ano de 2014 tenho novos projetos
para o público infantil.
T&QP – O que você mais gosta de escrever?
Ana Angélica Bruni – Gosto de escrever poesia.
Através dos versos faço uma viagem além da minha imaginação. Devaneios
perfeitos. Gosto desta fuga do real para o surreal. As figuras de Linguagem me
encantam. Esse escrever perpetuando os significados.
T&QP – Qual é o seu trabalho preferido?
Ana Angélica Bruni – Muito difícil escolher um
trabalho preferido. Cada poema que escrevi ficou em minha mente e coração.
Fazem parte de mim. Mas tem um que tenho muito gosto por ele. E é tão simples,
mas ao ouvi-lo através da recitação de um amigo e poeta, Fábio Kerouac, apaixonei
por esse poema.
Segunda- feira
Chegou
a hora segunda-feira é agora.
Momento
de abrir as cortinas.
De
fazer a faxina.
Mandar
a preguiça embora.
Chegou
a hora segunda-feira é agora.
O
sol já surgiu.
Com
ele novas esperanças.
Novas
expectativas de um dia positivo viver.
Chegou
a hora segunda-feira é agora
Momento
de novamente fazer o bem
Sem
olhar as faces.
Fazer
o bem em qualquer parte.
Chegou
a hora segunda-feira é agora...
T&QP – Quais são seus projetos atuais?
Ana Angélica Bruni – Projeto atual é fazer uma
obra com temáticas diversas com o escritor Bruno Borin Boccia. E finalizar o
projeto do livro infantil.
T&QP – O
que você pode nos contar sobre esse parceria?
Ana Angélica Bruni – Bruno
Borin Boccia é um amigo que sempre esteve presente na minha vida literária. A sua
gentileza de ser amigo está presente em minha primeira obra com a escrita de um
prefácio maravilhoso. Sinto-me feliz em poder escrever uma nova obra em
companhia de um escritor tão talentoso. Essa união da escrita é dose exata para
balançar os versos. Ainda não definimos o título da obra, mas as temáticas
serão diversas. O livro abraçará o lirismo, mas com dose da força dos versos
com que Bruno sabe conduzir. Escrever poemas com Bruno Borin Boccia é
fantástico. Uma sintonia perfeita.
T&QP – Em se falando de literatura, qual a
sua expectativa próxima?
Ana Angélica Bruni – A literatura é como uma
máquina a vapor. O escritor transmite ao leitor o conhecimento através das
linhas e isso é mágico. A expectativa que tenho é que possamos nós educadores
formar novos leitores.
T&QP – Você acaba de lançar seu primeiro
livro. Como foi essa experiência?
Ana Angélica Bruni – Acabo de Lançar “Palavras
e Lágrimas”. O meu primeiro filho nasceu. E tem sorriso no rosto. A experiência
é única e verdadeira. Ver os versos no livro foi uma alegria imensa para meus
olhos.
T&QP – O que o leitor vai encontrar em
“Palavras e Lágrimas”?

T&QP – Você pretende lançar outros livros?
Ana Angélica Bruni – Sim. Tenho mais sonhos.
Acredito que sonhar me faz viver com alegria. O principal projeto é concretizar a obra com a parceria de
Bruno Borin Boccia.
T&QP – Quais são seus projetos para o
futuro?
Ana Angélica Bruni – Futuro é incerto, mas
nele depositamos sonhos. E o livro para o público infantil é um futuro que
gosto de sonhar.
T&QP – O que você acha da poesia
contemporânea?
Ana Angélica Bruni – A poesia contemporânea
veio para modificar a linguagem. Chamar
a atenção para o novo. Essa nova poesia
vem aguçando muitos leitores críticos. Como educadora os clássicos permanecem,
mas é bom assimilar os clássicos com a contemporaneidade.
T&QP – Que papel a educadora e poetisa acha
que desempenha a internet na divulgação da nossa literatura?
Ana Angélica Bruni – Esse veículo de
informação chamado internet é fascinante. O bom seria se todos buscassem uma
leitura de qualidade. Nem sempre nossos filhos e alunos optam por uma boa
leitura. Mas mesmo assim acho que a internet tem sido veículo importantíssimo
para veicular textos literários.
T&QP – Como você acredita será o futuro da
poesia?
Ana Angélica Bruni – Penso que o futuro da
poesia está na mão do poeta. O poeta
conduz a poesia. Mas ser poeta não é escolha, é dom.
T&QP – Defina Ana Angélica.
Ana Angélica Bruni – Sou mulher de sentimentos
a flor da pele. Emociono-me facilmente. Mas nem sempre sou assim. Possuo um
lado também muito inquieto. Posso dizer que tenho lados opostos como o bem e
mal. Adoro ler e escrever. Adoro tudo que envolve literatura. Aprendi amar
literatura através de Carlos Drummond de Andrade recitando no ensino médio o
poema Quero.
T&QP – Defina a obra de Ana Angélica em
uma palavra.
Ana Angélica Bruni – Doçura.
T&QP – Que mensagem você gostaria de
deixar para a posteridade?
Ana Angélica Bruni – Ler é dar vida aos nossos
olhos. Cegos ficam apenas aqueles que não conseguem ver nas letras sentidos
distintos de ser feliz.
T&QP – Para finalizar, onde o leitor pode
acompanhar Ana Angélica?
Ana Angélica Bruni – Tenho uma página no
facebook: Palavras e Lágrimas.
*
Gostou? Acompanhe Toda & Qualquer Poesia e veja mais poemas e entrevistas como essa
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
O poema "A Sombra das Amoreiras" foi selecionado entre os trinta vencedores do concurso "A Palavra em Prisma 2013".
Você pode ver a lista com todos os vencedores aqui: http://www.guarulhos.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13980%3Aconcurso-a-palavra-em-prisma-divulga-selecionados-para-antologia&catid=38%3Aoutras-noticias&Itemid=56
As mulheres estendem roupas
alvas e limpas sobre os varais.
Meninos empinam suas pipas
enquanto à sombra das amoreiras
o chão tingido de negro e roxo
ameaça colorir qualquer
que por ele se atreva caminhar.
Teus cabelos morenos
escorrendo sobre os ombros
estudadamente desarrumados
exalam o perfume das primaveras
e me cativam a este chão
de onde posso, ao longe
te aspirar.
Você pode ver a lista com todos os vencedores aqui: http://www.guarulhos.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13980%3Aconcurso-a-palavra-em-prisma-divulga-selecionados-para-antologia&catid=38%3Aoutras-noticias&Itemid=56
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Novidade!
A partir de agora Toda & Qualquer Poesia abre espaço no blog para
maior divulgação de poetas e escritores contemporâneos, aqueles que fazem hoje
a nova literatura de língua portuguesa, seja a brasileira ou de outros países lusófonos. Há pouco espaço na mídia convencional para estes.
Pretendemos assim fazer a nossa parte, abrindo um canal para se melhor conhecer
nossos artistas. E para começar, nada melhor que uma poetisa de extremo
carisma: Lena Ferreira.
![]() |
''Nem tudo o que escrevo, vivo mas vivo tudo que escrevo (enquanto escrevo).'' |
T&QP – Fale um
pouco sobre você e suas crenças. Quem é Lena Ferreira?
Lena Ferreira – Meu
nome é Marilene Ferreira de Oliveira, mas desde sempre, chamam-me de Lena.
Tenho 45 anos, estreados em 08/7 no Rio de Janeiro onde moro desde então.
Casada, tenho dois filhos, meninos. Sou professora por formação embora não reja
uma turma há tempos. Creio num Deus que independe de templos ou ritos para
manifestar sua graça. Creio que Ele habita em mim e minha função é zelar por
esse templo composto por mente e corpo e isso independe de religião.
T&QP – Quando
você começou a escrever?
Lena Ferreira – Fui
alfabetizada cedo e a curiosidade despertou o gosto pela leitura. Com 13 anos,
atrelada à imaginação fértil, escrevia redações primárias que minha primeira
professora incentivava e me estimulava a ir além. Brindou-me com livros e
livros que devorava e quanto mais o fazia, mais criava. Seu nome, Margarida
Alves, saudosa...Já adolescente, fui apresentada a Camões e me encantei-me pela
sonoridade das rimas e suas palavras rebuscadas me apresentaram a um amigo que
prezo muito: o dicionário. Talvez daí tenha surgido a paixão pelas palavras e
a poesia em si em mim.
T&QP – O que te
levou a escrever?
Lena Ferreira – Talvez
o que leva a muitos a recorrer à escrita; o fato de não conseguir verbalizar o
que sentia. Poemoterapia, a princípio. (risos)
T&QP – Quem é
que te inspira?
Lena Ferreira – Dizer
quem ou o que me inspira é vasto. Leio um poema de Cecília, um soneto de
Florbela, um texto de Clarice, uma frase de Buda, vejo uma imagem, ouço uma
história, vivência alheia, música; se me toca, escrevo. Não necessariamente o
que eu vivi. Tenho uma frase que me justifica: ''Nem tudo o que escrevo, vivo
mas vivo tudo que escrevo (enquanto escrevo).''
T&QP – Que tipo de poesia você faz?
Lena Ferreira – Ultimamente,
tenho me aventurado pelas praias da prosa poética, curta, em recortes
cotidianos e intimistas, mas me arrisco nos sonetos embora não seja purista...
T&QP – O que
você mais gosta de escrever?
Lena Ferreira – Estou
sempre aberta a possibilidades e experimentações, não tenho preferência por
estilo literário. Poesia, poema, prosa, soneto, terceto...O que importa é
esvaziar-me daquilo que preenche o leitor pois creio na máxima de que ''o
poema, depois que nasce e é posto na ''rua'', deixa de ser de quem o escreveu,
passando a ser de quem o leu.'' É do leitor a interpretação dos signos. É o
leitor que dá o sentido à leitura, independente do que o escritor quis dizer.
T&QP – Qual é o
seu trabalho preferido, aquele pelo qual você tem um carinho especial?
Lena Ferreira – Escolher
um trabalho preferido seria como escolher um filho preferido...E em se tratando
de poemas, tenho muitos filhos prediletos mas deixo este que, talvez,
represente bem toda prole.
"Maresia"
Dormi com
tua voz roçando meu pensamento
em sussurros desavisados espasmódicos
lançando-me às paredes inaudíveis
dos quatro cantos de minha alma eufórica
Delirante,
cavalguei por madrugadas
- em sonhos ou seria realidade? -
somente eu sei o que
senti naquelas horas
onde tu vinhas e roubava-me o descanso
Ah...Se tu
soubesses o efeito que causaste
- da inoperância da razão na minha mente -
farias muito mais do que fazes agora
Adentrarias no meu
canto assim, silente,
silenciarias o meu verbo com um beijo
e soprarias maresia
em minha pele.
T&QP – Você já recebeu prêmios literários. Gostaria de citar alguns?
Lena Ferreira – Em
2010, a Editora Utopia da poeta Larissa Marques, através da comunidade do
Orkut, o BAR DO ESCRITOR, lançou um concurso nas categorias PROSA e POESIA onde
o vencedor de cada estilo teria sua obra publicada no ano seguinte. Tive,
então, o privilégio de ter meu primeiro livro solo de poesia publicado como
prêmio em 2011, ENTRE SONHOS.
T&QP – Como foi a experiência de lançar um livro seu?

T&QP – Quais
são seus projetos atuais?
Lena Ferreira – No
momento, trabalho no projeto itinerante Brincando com as Letras com alunos do
primeiro segmento do ensino fundamental visando estimular a leitura e a
construção de textos de maneira lúdica, incutindo desde cedo o prazer pela
leitura e estimulando a criatividade na escrita a partir de imagens, jogos e
contação de estórias.
T&QP – Em se
falando de literatura, qual a sua expectativa próxima?
Lena Ferreira – Recentemente,
recebi o convite do Clube dos Autores para publicar meu trabalho. Estou
trabalhando nisto no momento.
T&QP – Quais
são seus projetos para o futuro?
Lena Ferreira – A
curto prazo, concluir a seleção de poemas para o segundo livro e quem sabe um
terceiro. A longo prazo, implementar uma biblioteca de poesias com acesso livre
a todas as idades aqui no meu bairro.
T&QP – O que
você acha da poesia contemporânea?
Lena Ferreira – Aprecio
toda e qualquer poesia, todo estilo, desde os clássicos, rebuscados e mofados,
como dizem uns, mas a contemporânea é mais instigante pelos recursos linguísticos
utilizados, pelas possibilidades e dentro dela, o estilo que mais me atrai é o
hermetismo, onde as metáforas reinam. As obras de Manoel de Barros e Leminski
sempre me dão asas.
T&QP – Como
você acredita será o futuro da poesia?
Lena Ferreira – Creio
que a poesia ganhou força com a divulgação ampla de novos poetas através da
web, e daí, retomou espaço nos salões e praças em saraus e encontros livres
contagiando os passantes. É como um germe e não há, acredito, quem seja imune a
ela. Em breve, a máxima de que só poeta lê poesia, virá por terra.
T&QP – Defina
Lena Ferreira.
Lena Ferreira – Lanço
mão da poesia para tentar definir-me, embora seja uma tarefa inglória:
Nasci com algumas
vírgulas; no impulso
exclamações dançam na ponta da língua
e as interrogações,
num ato convulso,
saltam da boca com a saliva à míngua
Às vezes, os hiatos
tomam meu posto
e, assim como as vírgulas, de tempo em tempo,
parênteses e
aspas, a contragosto,
explicam o que logo se esvai com o vento
Esses detalhes,
conto eu em displicência
sem intenção de comover quem quer que seja
pois,
normalmente, vou espalhando reticência
onde o bendito ponto final, seu posto
almeja
"POEMEU" – nov.13
T&QP – Defina a
obra de Lena Ferreira em uma palavra.
Lena Ferreira – Intimista.
T&QP – Que
mensagem você gostaria de deixar para a posteridade?
Lena Ferreira – Leia,
leia, leia. Seja qual for o estilo literário, os benefícios que a leitura traz
para a mente, são incontáveis e, no mínimo, viajamos sem sair do lugar..
T&QP – Para
finalizar, onde o leitor pode acompanhar Lena Ferreira?
Lena Ferreira – Meu
blog mais recente é o PARESCÊNCIAS: www.parescencias-lenaferreira.blogspot.com.br. Publico com certa
frequência também no RECANTO DAS LETRAS: http://www.recantodasletras.com.br/autores/lenaferreira. Agradeço e parabenizo Toda & Qualquer Poesia pelo espaço e pela oportunidade, mais uma vez, de
divulgar o meu trabalho e um pouco mais de mim. Um grande abraço.
*
Gostou? Acompanhe Toda & Qualquer Poesia e veja mais poemas e entrevistas como essa.